Itatiaiuçu arrecada quase 93% do previsto para 2025
Município já soma R$ 345,9 milhões em receitas e aponta cenário positivo às vésperas do encerramento do exercício
A dez dias do encerramento do ano de 2025, Itatiaiuçu já arrecadou quase 93% do orçamento previsto para o exercício. De acordo com dados do Portal da Transparência, o valor orçado atualizado é de R$ 373.414.287,52, dos quais R$ 345.976.844,78 já foram efetivamente arrecadados. Restam cerca de R$ 27 milhões, o equivalente a 7,3% do total estimado.
Os números indicam um cenário considerado positivo para o Município, que vem conseguindo cumprir as projeções estabelecidas para o ano. Do total arrecadado até o momento, R$ 80.340.572,26 são provenientes de impostos, taxas e contribuições municipais. A cota-parte do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) somou R$ 32.326.993,19, superando o valor inicialmente previsto, que era de R$ 27.953.100,00.
Outra fonte é a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), ligada à atividade minerária. Até agora, o Município arrecadou R$ 63.337.219,62, com expectativa de alcançar cerca de R$ 82 milhões até o fim do ano.
As transferências estaduais ultrapassam R$ 80 milhões, com destaque para o ICMS, que respondeu por R$ 84.516.174,86, além de R$ 3.960.105,24 oriundos da cota-parte do IPVA, entre outras receitas.
Para 2026, o Orçamento Anual do Município foi fixado em R$ 322.169.016,53. O valor representa uma redução de 5,84% em relação ao orçamento inicial de 2025, que era de R$ 342.138.532,48, correspondendo a uma queda de quase R$ 20 milhões. Quando comparado ao orçamento atualizado de 2025, a redução chega a 13,72%.
Segundo análises, a diminuição no orçamento pode ser explicada pelo atual cenário econômico, marcado por instabilidades internacionais, como os impactos da guerra comercial imposta pelos Estados Unidos em 2025, o aumento de tarifas de importação, a continuidade de conflitos globais, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, além da crise enfrentada pela Agência Nacional de Mineração, que afeta diretamente a arrecadação da CFEM. Esses fatores influenciam os parâmetros econômicos utilizados na elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na definição das prioridades do próximo exercício.




