Gestos, culpas e ações, tudo se mistura...
A FOLHA circula initerruptamente em Itatiaiuçu há 20 anos. Nestas duas décadas, se me lembro bem, fiz dois ou três editoriais sobre temas políticos. Hoje, como cidadão honorário de Itatiaiuçu e como jornalista/editor do jornal, me sinto à vontade para comentar qualquer fato público que envolva o município e seus poderes constituídos, bem como sobre qualquer polêmica política ou não. Acho que tenho direito de me expressar. E assim o faço publicamente sobre o episódio que colocou a cidade na mídia estadual e nacional.
Quero deixar claro também que apesar da cidade não comportar um jornal e ele ser feito em parceria com os poderes constituídos, isso não impediria minhas opiniões, mesmo que elas fossem divergentes. No caso, não são. Podem dizer o que quiserem, mas começo afirmando que não acho que o prefeito errou ao abordar o tema em um grupo de WhatsApp, errou na forma de se colocar. Poderia ter se contido, e expressado como chefe do Executivo e não como o Romer do Pinheiro. Mas é como ele mesmo diz: “sou estourado, quando a adrenalina sobe...”. E deu no que deu...
Em primeiro lugar, entendo que o prefeito está certíssimo ao questionar a ação da PM quase na portaria do Parque de Exposições, num dia de festa grande. E mais que isso, sem hipocrisia, somos sabedores de que a corporação sempre, em outras cidades e aqui, comunicou aos chefes do Executivo que realizariam blitz nos dias dos eventos festivos. Desta vez não fizeram isso. Por quê? Em segundo lugar, quando se tem uma parceria ela deve ser levada à sério, pois “uma mão lava a outra”, não é assim que se fala?
É evidente que a PM tinha que cumprir o seu papel de fiscalizadora das Leis. E dirigir após ingerir bebida alcóolica é infração grave, pois está colocando em risco as pessoas. Mas aí, mais uma vez o prefeito está certo, pois fica a pergunta: por que não prenderam os infratores e os seus veículos e deixaram que os infratores arrumassem pessoas para levarem seus veículos? A intenção era somente “faturar para o Estado com as multas?”. Então, houve erros de todos os lados. Do lado do prefeito, de postura, da PM porque não houve diálogo e não se cumpriu o que determina a lei em sua integralidade e dos motoristas porque infringiram a lei, dirigindo após ingestão de bebida alcóolica.
Ou seja, um festival de erros que começaram, no meu entendimento, com um erro dos motoristas, como bem frisou o presidente da Câmara em conjunto com os vereadores: “quem está errado são os motoristas que beberam”. E isso é indiscutível! Então, a ação em sequência do prefeito, só foi feita de forma errada. Nada mais que isso. É fato, que não precisava de tanto, mas é a tal da adrenalina que é inerente ou consequência do poder. Então... Mas, “que tudo volte como dantes ao quartel de Abrantes”. E vai voltar, melhor do que estava. Por incrível que pareça, a confusão, acabou virando um choque de gestão, em relação à segurança pública. E para finalizar, já aviso aos mais afoitos, que não estou puxando o saco, somente fiz uma análise fria da situação. Será diferente? Ou é a verdade?




