CONCURSO DE POESIA - AILCA premiou estudantes do município
Alunos vencedores foram Ana Júlia Lima da Silva, Uebi Marques da Silva e Bruna Eduarda da Cruz de Oliveira
No final de novembro, a Academia Itatiaiuçuense de Letras, Ciências e Arte (AILCA) realizou a premiação do edital “Minha Voz no Território: entre sonhos, raízes e natureza” (Edital nº 002/2025), iniciativa que convidou estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio a escreverem poesias sobre o lugar onde vivem e a expressarem suas percepções, sentimentos e esperanças diante dos desafios e belezas que compõem o território.
Os primeiros colocados foram anunciados durante o evento e receberam como reforço notebooks, em parceria com a Construtora Terraço, Ecko Mineração e Itaú Locações e Serviços Ltda. Além disso, todas as poesias selecionadas receberam certificado de Honra ao Mérito. A produção das poesias foi realizadas exclusivamente em sala de aula, sob orientação dos professores de Língua Portuguesa. A Secretaria de Educação e direção da Escola Estadual realizaram a seleção das poesias e a avaliação foi feita por comissão externa à cidade, garantindo imparcialidade.
Os vencedores foram a aluna Ana Júlia Lima da Silva, do 5° ano da Escola Municipal João Marques Machado; Uebi Marques da Silva, do 8° ano da Escola Estadual Manoel Dias Correa; e Bruna Eduarda da Cruz de Oliveira, do 2° ano da Escola Estadual.
Veja as poesias premiadas:
A riqueza de Itatiaiuçu
Entre montanhas, ergue-se um brilho,
Itatiaiuçu de encanto frio
Terra que guarda no chão profundo,
Minérios que brilham, tesouros do mundo.
Nos campos vastos, o gado posta,
O verde em abundância, a vida se arrasta
Do café ao leite, do mel ao pão
A riqueza é simples, mas vem do coração.
O povo forte, de mãos calejadas,
Faz da esperança a sua morada
E o ouro maior que o tempo
Traduz e a fé que ilumina, em raio de luz.
Não só no ferro, nas pedras ou no chão
Está na riqueza dessa região
Mas no abraço, na vez que seduz:
Itatiaiuçu e a riqueza cheia de luz.
Itatiaiuçu História em Verso e Rocha
No chão de Minas, onde a serra se esconde
Segredos antigos que o tempo responde
Nasceu Itatiaiuçu, de um nome indígena forte.
“Pedra Grande”, sinal do seu norte.
Antes dos trilhos, das casas, do sino,
Havia o silencio, o mato, o destino.
Os índios primeiro pisaram ligeiro,
Deixando no vento, vento seu canto guerreiro.
Vieram tropeiros com seus carregos,
Boiadas, promessas, e antigos segredos.
No rastro da fé e do ouro sonhado
Nascia um povoado, simples, sagrado.
Na capela erguida, o sinal da esperança
Com reza, com festa, com dança de criança
O tempo passava, a vila crescia,
No peito do povo, a luz se ascendia.
Século vinte chegou com mudanças,
O ferro no chão, a nova aliança.
Com a mineração , o progresso chegou,
Mas o jeito mineiro jamais se mudou .
Em 1963, se fez independente,
Itatiaiuçu virou cidade, de gente valente
E desde então, escreve seu caminho,
Com escola, com fé, com muito carinho.
Hoje, entre matas e céu anil,
É orgulho de Minas, é joia do Brasil
Mas quem vê progresso não pode esquecer
Das raízes humildes que a fizeram crescer.
Nas festas de santos, no som da viola,
Na fé que resiste e jamais se desola,
Vive a história que o livro não diz
Itatiaiuçu é o passado futuro é raiz.
1º Lugar - Uebi Marques da Silva – 8º ano - Escola Estadual Manoel Dias Correa
Itatiaiuçu é nosso lar
O que nos faz significar?
Nossa pedra, dentada e pontuda
O que dá em pouco da nossa cultura
Há minério em todo lugar,
Não tem o que reclamar.
“O que restará se o minério acabar?’’
Itatiaiuçu não é só minerar,
Há muito aqui florestar.
Entre a pedra, alta e bonita .
Há milhares de pessoas ... querendo ser vistas,
Itatiaiuçu nos enxerga?
Não é só uma cidade, é uma parte
É sustentabilidade.
Em meio pedra, chuva, sol e mineração,
Muitos encheram de orgulho no coração
E mesmo que o minério acabe
E nossa pedra não brilhe
O que há de bonito permanecerá
Nossa cultura, nossa gente,
E minha voz a cidade vai escutar
É o que nos faz ficar
Itatiaiuçu é lar para se morar.




