IBGE 2022 - Apenas 8% possuem ensino superior completo em Itatiaiuçu

IBGE 2022 - Apenas 8% possuem ensino superior completo em Itatiaiuçu
Foto: Censo Panorama IBGE 2022

O nível de instrução da população brasileira registrou avanço significativo de 2000 para 2022, de acordo com o Censo Demográfico 2022 da Educação, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostrou avanços em relação aos censos anteriores.  

Segundo o estudo, em 2000, o percentual de pessoas a partir de 25 anos de idade que haviam concluído o nível superior era de 6,8%. Em 2010, era de 11,3%. Enquanto em 2022 passou para 18,4%. Já a taxa de pessoas sem instrução e ensino fundamental incompleto caiu de 63,2% para 35,2%. Apesar disso, quatro em cinco brasileiros ainda não têm curso de graduação.

O pesquisador do IBGE Bruno Perez destaca que parte dessa população sem ensino superior é composta por pessoas mais velhas. “A gente sabe que tem uma população mais envelhecida para a qual o acesso à educação foi mais difícil na sua juventude. Então, essa população mais velha também pesa aqui na pesquisa quando a gente está olhando a proporção da população de 25 anos ou mais com nível superior completo. Tem esse peso no estoque de décadas de população”, explica.

Ainda de acordo com os dados, 32,3% das pessoas com 25 anos ou mais tinham ensino médio completo ou superior incompleto (acima das 16,3% de 2000). Outros 14% tinham ensino fundamental completo ou médio incompleto (acima dos 12,8% de 2000). O número de pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 63,2% em 2000 para 35,2% em 2022.

Dados locais

Em Itatiaiuçu, cidade em que 94,1% da população é alfabetizada – número acima da média nacional de 93% –, apenas 8,01% possuem ensino superior completo. A maioria da população do município, conforme dados do IBGE, não possui instrução ou tem o ensino fundamental incompleto (43,44%); outros 31,58% possuem ensino médio completo e superior incompleto; e 16,85% possuem fundamental completo e médio incompleto.

Cor e raça

Os dados ainda apontam que os brancos ainda têm mais acesso ao ensino superior que os pretos e pardos. Cerca de 25,8% dos brancos concluíram o ensino superior. A proporção da população preta na mesma faixa etária e nível superior completo cresceu 5,8 vezes no período, saindo de 2,1% em 2000 para 11,7% em 2022. Já a população parda com esse nível de ensino cresceu 5,2 vezes, saindo dos 2,4% em 2000 para 12,3% em 2022.

No entanto, o avanço do acesso da população negra ao ensino superior foi mais intenso que entre o dos brancos nas últimas duas décadas. O percentual da população branca com nível universitário completo cresceu 2,6 vezes no período (era 9,9% em 2000). Já a parcela de negros com ensino superior cresceu cerca de cinco vezes. 

Em média, os brasileiros com 11 anos ou mais de idade tinham 9,5 anos de estudo em 2022, sendo a população de cor amarela aquela com melhor desempenho (12 anos). Em Itatiaiuçu, o melhor desempenho também foi da população de cor amarela (12,8 anos). Entre os brancos, a média era de 10,3 anos no Brasil e 8,1 em Itatiaiuçu. Os pretos e pardos tinham, em média, 8,9 anos de estudo no país e 7,8 e 8,6, respectivamente, no município. Entre os indígenas, o total era de 7,5 anos no país e 7,2 na cidade.

Os dados também mostram que as mulheres tinham, em 2022, em média, melhor nível de instrução do que os homens. Entre as mulheres com 25 anos ou mais, 20,7% tinham nível superior completo, proporção que entre os homens da mesma faixa etária era de apenas 15,8%. Já a proporção da população com 25 anos ou mais sem instrução e com fundamental incompleto era de 37,3% entre os homens e 33,4% entre as mulheres.

Na cidade, essa diferença pode ser vista no número médio de anos de estudo, em que as mulheres possuem 8,7 anos de estudo, enquanto os homens possuem 8.

Áreas de formação

A maior parte dos brasileiros com curso superior tinha em 2022 graduação nas áreas de negócios, administração e direito (8,5 milhões), saúde e bem-estar (4,1 milhões) e educação (3,6 milhões). Em Itatiaiuçu, esse padrão segue, com maioria graduada em negócios, administração e direito (298); educação (140); e engenharia, produção e construção (114).

Em relação a cor e raça, há grande disparidade em alguns cursos. Três em quatro formados em medicina (75,5%), economia (75,2%) e odontologia (74,4%) eram brancos. Os negros (pretos e pardos) com diploma nesses cursos eram 21,9%, 22,3% e 22,7%, respectivamente.

Cursos como serviço social (47,2% eram brancos e 52%, negros), religião e teologia (48,2% eram brancos e 50,8% negros) e formação de professores (52,8% eram brancos e 46,4%, negros) têm a participação de negros e brancos mais equilibrada. 

Em relação ao sexo, engenharia mecânica e metalurgia é a área com maior proporção de homens entre os formados (92,6%), enquanto a parcela de mulheres é maior nos cursos de formação de professores (92,8%) e serviço social (93%).