Abastecimento de água foi interrompido após rompimento na região do Caju
Ocorrência gerou auto de infração por crime ambiental e aplicação de multas
O rompimento de duas estruturas de barramento hídrico em um imóvel rural na região do Caju, em Itatiaiuçu, provocou a interrupção no abastecimento de água da comunidade de Itatiaiuçu entre os dias 7 e 9 de abril. Em razão da situação, as aulas das redes municipal e estadual foram suspensas nesse período.
De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o incidente ocorreu na terça-feira, 7, e mobilizou uma força-tarefa com a Defesa Civil, órgãos de segurança pública e equipes de fiscalização ambiental. Técnicos realizaram vistoria no local para avaliar os danos e adotar medidas emergenciais.
O levantamento apontou que o rompimento liberou grande volume de água de forma abrupta, causando erosão intensa, carreamento de sedimentos e assoreamento do curso d’água. O impacto atingiu o ponto de captação utilizado no abastecimento público, comprometendo o fornecimento operado pela Copasa.
Crime ambiental e multas
A ocorrência foi comunicada à Polícia Militar de Meio Ambiente, que registrou boletim por crime ambiental. Entre as infrações apontadas estão poluição com potencial de danos à saúde humana e ao meio ambiente, intervenção irregular em recurso hídrico e uso de barramentos sem outorga.
A fiscalização municipal também lavrou auto de infração, identificando duas irregularidades. As multas aplicadas somam 41.681,00 UFEMGs, além da penalidade de suspensão das atividades irregulares relacionadas aos barramentos.
O Corpo de Bombeiros também atendeu à ocorrência e registrou o caso como rompimento de estruturas hídricas com risco à população no momento do incidente.
Risco de novos danos e medidas emergenciais
Durante a vistoria, técnicos identificaram ainda barramento com indícios de instabilidade, o que levou à determinação de medidas urgentes para evitar novo rompimento. O proprietário do imóvel foi notificado a adotar ações emergenciais, apresentar laudo técnico elaborado por profissional habilitado, regularizar as intervenções junto aos órgãos competentes e promover a recuperação da área degradada.
Conforme informações do boletim de ocorrência, o proprietário do imóvel está preso. A situação, no entanto, não interrompe as medidas administrativas e ambientais em andamento. Até a última informação da reportagem, o proprietário havia conseguido o alvará de soltura.
A Prefeitura informou que instaurou procedimento para apuração completa dos fatos e mantém monitoramento contínuo da área afetada, com realização de estudos técnicos e análises da qualidade da água.
Abastecimento e transparência
Ofícios foram encaminhados à concessionária responsável pelo abastecimento e a outros órgãos competentes, solicitando monitoramento contínuo da água captada e informações sobre os impactos no sistema.
A administração municipal reforçou que os responsáveis podem responder nas esferas administrativa, civil e penal, conforme previsto na legislação ambiental.




