INOVAÇÃO - Coletivo USSU lança canais digitais
Presença online amplia acesso à cerâmica produzida em Itatiaiuçu
A partir de agora, acessar os produtos do Coletivo USSU de Cerâmica ficou ainda mais fácil. O projeto social, patrocinado pela ArcelorMittal em Itatiaiuçu, lançou seus canais digitais: Instagram (@ceramica_ussu), site (ussu.org.br) e catálogo virtual, ampliando a visibilidade do grupo e permitindo que as peças artesanais alcancem novos públicos, além das fronteiras da comunidade.
Com a presença online, o coletivo dá um passo importante rumo à profissionalização e à conexão com tendências de mercado. “Antes, nossas peças eram conhecidas apenas na região. Agora, qualquer pessoa pode ver nosso trabalho e comprar pela internet. É um sonho que está virando realidade”, afirma Renata Nogueira, ceramista e presidente do coletivo.
Para lançar as plataformas digitais, o grupo participou de encontros de formação, definiu estratégias de comunicação e produziu conteúdos que destacam os produtos. O novo catálogo também padroniza valores e organiza o portfólio das peças. As próximas etapas incluem treinamentos para gestão do site, atualização do catálogo e aumento gradual da frequência de publicações nas redes sociais.
Inovação e sustentabilidade
Criado em 2023, o Coletivo USSU nasceu com o propósito de valorizar a cultura local, gerar renda e fortalecer a economia de Itatiaiuçu por meio da cerâmica. Um de seus principais diferenciais é o caráter sustentável e inovador do processo produtivo: a utilização do rejeito de mineração na composição das peças.
Inicialmente, o rejeito era misturado à argila. Após estudos sobre cores e texturas, o grupo avançou ainda mais: hoje, os ceramistas produzem seus próprios esmaltes a partir desse material, transformando um desafio em solução criativa e ambientalmente responsável.
“Tudo que está sendo feito aqui é parte da história de cada ceramista e isso é muito forte para a cultura de uma cidade. A cerâmica toda é uma reação mineral, um comportamento mineral. Estamos em uma cidade mineradora e o ceramista tem um pouco de minerador também”, comenta o professor José Alberto Bahia Duarte, parceiro do projeto.




