ELEIÇÕES 2026 - Campanha alerta para assédio eleitoral no ambiente de trabalho

Iniciativa reúne Justiça do Trabalho, Justiça Eleitoral e Ministério Público do Trabalho e alerta para pressões, ameaças e promessas de vantagens com o objetivo de influenciar o voto

ELEIÇÕES 2026 - Campanha alerta para assédio eleitoral no ambiente de trabalho
Foto: Arquivo/TSE

Pressionar funcionários a votar em determinado candidato, ameaçar demissão em razão da escolha política, oferecer benefícios em troca de apoio eleitoral ou exigir comprovação do voto são algumas das situações que podem caracterizar assédio eleitoral no ambiente de trabalho.

Com o objetivo de prevenir e combater esse tipo de prática em Minas Gerais, a Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram conjuntamente a campanha “No Meu Voto Mando Eu”.

A iniciativa busca conscientizar empregadores, trabalhadores e a sociedade sobre a importância de garantir a liberdade de escolha política e eleitoral, sem interferências ou constrangimentos relacionados às relações de trabalho.

Além do lançamento da campanha, representantes das três instituições assinaram um acordo de cooperação técnica para atuação conjunta na prevenção e no enfrentamento de práticas que possam interferir na liberdade de voto dos trabalhadores.

De acordo com os órgãos envolvidos, o assédio eleitoral é caracterizado por situações de pressão, ameaça, constrangimento, intimidação ou promessa de vantagem com o objetivo de influenciar o voto, a posição política ou a participação eleitoral de uma pessoa.

As práticas podem ocorrer em diferentes situações no ambiente profissional, envolvendo superiores e subordinados, colegas de trabalho ou ainda por meio de mensagens, e-mails, grupos de WhatsApp, reuniões e redes corporativas. A campanha reforça que o voto é secreto e que todo cidadão tem liberdade para fazer suas próprias escolhas políticas, sem sofrer pressões, retaliações ou constrangimentos em razão de sua posição eleitoral.

Casos de possível assédio eleitoral podem ser denunciados ao Ministério Público do Trabalho ou à Justiça Eleitoral. As ouvidorias dos Tribunais Regionais do Trabalho também recebem relatos e podem encaminhá-los aos órgãos responsáveis para as providências cabíveis.