MOSQUITOS “DO BEM” - Ministério da Saúde inaugura biofábrica de wolbachia
Tecnologia inovadora de controle da aedes aegypti beneficiará 140 milhões de brasileiros nos próximos anos
O Ministério da Saúde inaugurou a maior biofábrica de wolbachia, tecnologia inovadora no controle da dengue e outras arboviroses. A produção da tecnologia em larga escala no Brasil será dedicada a atender às demandas da pasta, sendo uma parceria entre a Fiocruz, a Wolbito do Brasil, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP), com investimento superior a R$ 82 milhões.
“Não existe nenhum lugar no mundo que produz a quantidade de mosquitos que nós passaremos a produzir aqui no Brasil com essa tecnologia inovadora, que já testamos em várias cidades do nosso país. Isso coloca o Brasil na linha de frente dessa tecnologia para o mundo”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A tecnologia consiste na produção de mosquitos infectados com wolbachia, bactéria que bloqueia o desenvolvimento dos vírus dentro do aedes aegypti, impedindo sua transmissão. Quando os mosquitos com Wolbachia são liberados no ambiente, eles se reproduzem com mosquitos selvagens, ajudando a formar uma nova geração com menor capacidade de transmitir essas arboviroses. Com o tempo, a proporção de mosquitos infectados pela bactéria aumenta e substitui a linhagem selvagem, dispensando novas liberações.
Inicialmente, esses mosquitos eram produzidos na biofábrica da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Com a ampliação do método, o Ministério busca tornar o controle das arboviroses mais eficiente, superando o modelo tradicional focado apenas em inseticidas.
Conforme divulgado, a tecnologia está sendo gradativamente expandida para as cidades brasileiras, e já alcança cidades como Belo Horizonte, Londrina, Foz do Iguaçu, Joinville, Petrolina, Campo Grande, entre outras Em Minas, a tecnologia será implementada em Uberlândia.
A produção será de 100 milhões de ovos por semana, alcançando cerca de 140 milhões de pessoas em aproximadamente 40 municípios com as maiores incidências da doença nos últimos anos. Essa iniciativa posiciona o Brasil como referência global no controle das arboviroses, com a tecnologia já adotada em 14 países.




