SEGURANÇA - Hemominas alerta doadores sobre uso de medicamentos

SEGURANÇA - Hemominas alerta doadores sobre uso de medicamentos
Foto: Hemomias / Adair Gomes

A Fundação Hemominas tem alertado candidatos à doação de sangue sobre a importância de informar corretamente, durante a triagem clínica, o uso de medicamentos que possam impactar a segurança transfusional.

Recentemente, alguns critérios relacionados ao uso de medicamentos foram atualizados e exigem atenção dos doadores, especialmente nos casos de uso de antirretrovirais para prevenção do HIV, medicamentos para perda de peso e substâncias hormonais.

Entre as mudanças está a redução do prazo de inaptidão temporária para pessoas que utilizaram medicamentos de prevenção à infecção pelo HIV, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP).

O intervalo para doação passou de seis para quatro meses após o uso desses medicamentos. No entanto, a Hemominas destaca que o motivo da utilização também será avaliado, podendo resultar em um período maior de inaptidão, conforme as normas vigentes.

O uso de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, utilizados no controle da glicemia e na perda de peso, também pode gerar inaptidão temporária para a doação de sangue.

Nesses casos, o candidato fica inapto por 14 dias após o início do tratamento ou aumento da dose, especialmente se apresentar sintomas como diarreia persistente, náuseas, vômitos, refluxo gastroesofágico grave ou sinais de desidratação, como tontura, desmaios e sensação de fraqueza.

Além disso, o compartilhamento das medicações, o uso de produtos de origem desconhecida ou situações em que o medicamento não esteja sob posse do próprio candidato impedem a doação por 12 meses. Caso a pessoa tenha perdido mais de 10% do peso corporal em menos de três meses, será necessário aguardar a estabilização do peso antes da doação.

O uso de testosterona e outras substâncias anabolizantes, inclusive em gel, também deve ser informado durante a triagem clínica, já que pode representar riscos para quem recebe o sangue.

A Hemominas reforça que a segurança do processo transfusional depende também do compromisso do doador em fornecer informações corretas durante a triagem clínica.