Itatiaiuçu confirma primeiro caso de dengue em 2026
Há ainda outros 12 casos prováveis. Minas Gerais tem mais de 2 mil casos confirmados e já registrou a primeira morte pela doença
Itatiaiuçu confirmou, no primeiro mês de 2026, o primeiro caso de dengue do ano. Além da confirmação, outros 12 casos são considerados prováveis no município. As informações constam no Painel da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG), que monitora a evolução das arboviroses em todo o estado.
Os números registrados até o momento seguem a tendência observada em janeiro de 2025, mas permanecem bem abaixo dos índices de 2024. No mesmo período de 2024, Itatiaiuçu havia contabilizado 93 casos prováveis de dengue apenas nas duas primeiras semanas.
Em Minas Gerais, o cenário exige atenção. Até agora, o estado já soma 2.717 casos confirmados de dengue, mais de 10 mil casos prováveis, um óbito confirmado e outros 11 em investigação. Também foram registrados 714 casos confirmados de chikungunya e um caso confirmado de zika vírus.
Ações de enfrentamento
Para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, o município vem adotando medidas de controle, como o uso de drones para captação de imagens aéreas. A tecnologia permite identificar possíveis focos do mosquito em áreas de difícil acesso, reforçando as ações preventivas.
A iniciativa integra a Política Vigidrones, desenvolvida em parceria com a Secretaria de Saúde de Minas Gerais. Minas é o primeiro estado do país a utilizar drones de forma sistemática no combate ao Aedes aegypti. Cerca de R$ 30 milhões foram investidos na operacionalização da política, que utiliza a tecnologia da Tech Dengue para complementar o trabalho dos agentes de combate às endemias.
A participação da população é essencial no enfrentamento da doença, com a eliminação de criadouros e a manutenção de quintais e recipientes livres de água parada. A vacinação contra a dengue com o imunizante QDenga está disponível em todos os municípios para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com o objetivo de prevenir casos graves, internações e óbitos nesse público. Paralelamente, segue em andamento um projeto piloto de vacinação em massa em Nova Lima, com vacina produzida pelo Instituto Butantan, voltada à população de 15 a 59 anos.





