Pesquisa aponta que 9,9% das empresas devem contratar

Números são ligeiramente melhores do que os do ano passado.Pesquisa foi realizada pela Fecomércio MG no mês de outubro

Pesquisa aponta que 9,9% das empresas devem contratar
Fotos: Divulgação

Pesquisa divulgada nesta semana pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais - Fecomércio MG aponta que 9,9% das empresas pesquisadas afirmaram que pretendem contratar trabalhadores temporários para o Natal. Esse número é ligeiramente superior ao do ano passado, que apontou que 9,1% dos entrevistados pretendiam contratar. Ainda conforme a informação, o levantamento ouviu 413 empresas de Belo Horizonte, Betim, Contagem e Uberlândia, entre os dias 19 e 27 de outubro. O levantamento representa um recorte do estado e, conforme especialistas, dá uma visão bastante aproximada do que ocorre em toda Minas Gerais.

Entre os estabelecimentos que não planejam contratar, 71,9% afirmam que o quadro atual de funcionários é suficiente para atender às necessidades do negócio. Outros fatores citados são a perspectiva de baixa demanda e vendas (12,8%) e as limitações financeiras e econômicas (8,2%). O levantamento também apresenta um contraste importante no mercado de trabalho: embora a maioria dos estabelecimentos não pretenda contratar temporários, 25,9% das empresas pesquisadas informam possuir vagas abertas para contratação de funcionários permanentes.

Falta capacitação

Na pesquisa, alguns dados chamam a atenção pela similaridade das respostas. Em um questionário que permitia mais de uma resposta, 80,4% delas apontam para a questão da necessidade de capacitação dos candidatos às vagas. A questão de as empresas não estarem dispostas a contratar temporários aponta o seguinte quadro: 34,1% alegam que os candidatos não têm experiência para as possíveis vagas ofertadas; 19,5% apontam a falta de capacitação dos candidatos; outros 17,1% alegam falta de profissionalismo dos candidatos, o que, na verdade, repete o item anterior.

Outros 7,3% dos entrevistados apontaram a questão “profissionais sem o perfil adequado para a função”, o que seria um resumo das duas situações apontadas anteriormente. E ainda foi apontada a questão da falta de mão de obra, que representa 2,4% das respostas. Ainda conforme o levantamento, 24,4% das empresas não citaram quaisquer situações, e 4,9% disseram que é difícil reter os funcionários temporários.

Conforme avaliações de especialistas do setor, essas situações representam bem o quadro nacional de empregados no País. Conforme dados recentemente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, o Brasil vive período considerado de pleno emprego. A massa de desempregados representa 5,2% da mão de obra disponível, o menor índice registrado para um terceiro trimestre desde o início da série histórica, iniciada em 2012. Assim, ainda conforme o IBGE, 103,6 milhões de pessoas estão empregadas no País, também o maior número da série histórica.

A renda média destes trabalhadores alcançou também o índice recorde, de R$ 3.777,00. Desta forma, quem tem capacitação está empregado e com uma renda considerada boa. Assim, para enfrentar um trabalho temporário, geralmente com salários menores, restam as pessoas sem capacitação para as vagas, o que é apontado na pesquisa. Uma maneira de agir nessa situação é ofertar capacitação a essas pessoas e investir na ampliação dos valores salariais ofertados, ainda conforme especialistas.

Vendedores e operadores de caixa lideram oportunidades

Entre os estabelecimentos que pretendem contratar trabalhadores temporários, as oportunidades estarão concentradas principalmente nas atividades diretamente relacionadas às vendas e ao atendimento ao consumidor. A função de vendedor lidera as intenções de contratação, mencionada por 56,1% das empresas que planejam ampliar suas equipes. Em seguida, aparecem os operadores de caixa, com 29,3%.

Atendentes e estoquistas também estão entre os profissionais procurados, ambos citados por 17,1% dos estabelecimentos contratantes. Os empacotadores aparecem com 7,3%, seguidos pelos fiscais de loja, com 4,9%. Os resultados mostram que o reforço das equipes deve priorizar as atividades ligadas ao funcionamento diário das lojas, especialmente atendimento, vendas e organização de mercadorias. (Com informações da Fecomércio MG)