Mineração Usiminas registra aumento de 13% nas vendas

Mineração Usiminas registra aumento de 13% nas vendas
Reprodução Usiminas

No primeiro trimestre de 2025, a Usiminas registrou melhora nos resultados econômicos, com aumento de 41% do Ebitda Ajustado, subindo de R$ 518 milhões para R$ 733 milhões. A Margem Ebitda Ajustada foi de 11%, quando no trimestre anterior foi de 8%.

As vendas de aço alcançaram um aumento de 4% no volume destinado ao mercado interno, com destaque principalmente para os segmentos automotivo e de distribuição. Já o lucro líquido foi de R$ 337 milhões, revertendo o prejuízo líquido de R$ 117 milhões apresentado no trimestre anterior. 

Já a receita líquida no 1T25 alcançou R$6,9 bilhões, 5,8% superior ao 4T24 (R$6,5 bilhões), com maiores receitas nos segmentos de Siderurgia e Mineração.

Resultados na Mineração

Na Mineração Usiminas, foi registrado aumento de venda de 2,2 milhões de toneladas, um aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de produção alcançou 2,1 milhões de toneladas, uma redução de 3% em comparação com o último trimestre (2,2 milhões de toneladas). Ainda de acordo com o relatório divulgado pela empresa, a receita líquida totalizou R$ 917 milhões, valor superior em 20% (R$ 767 milhões).  

Conforme explicado no relatório, a qualidade superior do material extraído das novas áreas de lavra contribuiu para um resultado melhor na comparação com o quarto trimestre de 2024, atingindo um EBITDA de R$ 206 milhões com margem de 23%. 

As vendas para exportação totalizaram 1,7 milhão de toneladas, superior em 7% ao período anterior. Na distribuição de vendas, as exportações representaram 75% do volume faturado. Deste volume de exportação, 63% foram realizados com frete marítimo e 37% sem frete marítimo, contra 3% e 66% no quatro trimestre.

Conforme explicado, esse aumento deve-se principalmente a menores níveis de descontos aplicados sobre o produto, maior venda de exportação com condição de faturamento.

Projeções para o futuro

O foco é evoluir ainda mais, destaca o presidente da Usiminas, Marcelo Chara. “O aumento do volume de vendas de aço no mercado interno mostra uma demanda ainda resiliente, mas o foco para seguir avançando continua sendo nosso ganho de competitividade, buscando eficiência em todas as nossas operações para seguir com uma trajetória de redução de custos”, afirma.

Para os próximos meses, o relatório destaca que a expectativa é de volume de vendas estável, mas com expectativas menos favoráveis em relação aos preços internacionais do minério em relação ao primeiro trimestre do ano.

Chara sinaliza que o cenário é muito desafiador e incerto na segunda metade de 2025, principalmente em função da importação de aço. Segundo o Instituto Aço Brasil, o volume de importação de aços planos no período alcançou 1,02 milhão de toneladas no primeiro trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 42% em relação ao mesmo período de 2024.

“A falta de aplicação de medidas eficazes para criar condições justas de concorrência, ante a forte presença de importações subsidiadas, é a principal ameaça para a sustentabilidade do setor siderúrgico brasileiro e sua cadeia de valor’”, afirma Chara.

Segundo o Aço Brasil, em 2024, já existiam 215 medidas de defesa comercial contra o setor siderúrgico chinês, e apenas nos últimos quatro meses foram iniciadas nove novas investigações ou medidas de proteção gerais ou contra a China. Já no Brasil, foram abertas 43 investigações antidumping desde janeiro do ano passado em diversos produtos dos setores de metais, plásticos, químicos e têxteis, entre outros, das quais 34 são contra a China. (Com informações da Assessoria de Imprensa/Usiminas)