OPERAÇÃO SAÚDE 2025 - Auditoria do TCE vistoria Policlínica de Itatiaiuçu

Operação Saúde avaliou mais de 80 unidades em Minas; relatório com resultados ainda não foi divulgado

OPERAÇÃO SAÚDE 2025 - Auditoria do TCE vistoria Policlínica de Itatiaiuçu

A Policlínica de Itatiaiuçu foi uma das unidades avaliadas durante a Fiscalização Ordenada 2025, realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). A operação ocorreu entre os dias 4 e 6 de novembro e visitou mais de 81 hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em todo o estado.

A ação, realizada sem aviso prévio, tem como objetivo traçar um diagnóstico sobre a qualidade dos serviços oferecidos à população, identificar pontos de atenção, gargalos e oportunidades de melhoria, contribuindo para o aprimoramento da gestão pública na saúde.

No caso das unidades que já haviam sido vistoriadas em anos anteriores, como ocorreu em algumas cidades da região, os auditores acompanharam também a evolução das práticas adotadas e o cumprimento de recomendações feitas em fiscalizações anteriores.

De acordo com o TCE-MG, as equipes identificaram tanto avanços quanto irregularidades nas unidades percorridas. Na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, foi registrada evolução na Santa Casa de Misericórdia de Itaguara, que passou a realizar treinamentos com base nas orientações dos auditores.

Já entre os problemas ainda recorrentes em vários municípios, foram apontadas fragilidades no controle de ponto e frequência de profissionais, condições estruturais inadequadas (como banheiros sem limpeza adequada, falta de acessibilidade, ausência de sanitários em salas de espera e danos em tetos), além de irregularidades no armazenamento e descarte de resíduos comuns, infectantes e perfurocortantes.

Também foram observados equipamentos inoperantes, como aparelho de raio-X parado há mais de um ano, além de extintores vencidos ou faltando, ausência de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), entrada de luz solar em farmácia satélite e situações em que pacientes aguardavam atendimento por mais de sete horas ou eram atendidos em corredores.

O relatório consolidado da fiscalização, contendo o detalhamento dos dados por unidade vistoriada, ainda não foi divulgado pelo Tribunal de Contas.